É um pesadelo, só pode ser um pesadelo. Minha vida está um caos, parece não haver concerto. O mundo me arruinou, não me encaixo em nenhuma rua sem saída, em nenhuma igreja, em nenhum bar, em nenhum concerto, não sou bem vinda, não me dou bem. Preciso de um abrigo, de um amigo. Libertar meus demônios mais maquiavélicos, aqueles apavorantes. Não há ninguém com o poder de derrotá-los? Não há ninguém que possa me ajudar? A luta é constante. O final é sempre o mesmo. Lágrimas, orações, ilusões. Já perdi as contas de quantas vezes já implorei a Deus e seus anjos. Minha fé está diminuindo, e quando se acabar, será meu fim. Onde está minha mãe, a mulher que me deu a vida? Onde está meu pai, o homem que eu imaginava ser o meu herói? Eles estão com seus problemas, eles não me ouvem. Sou em falta de atenção, em falta de orgulho, em falta de afeto. Sou uma alma morta que rondeia os arredores de meu bairro. Não sinto nada, não vejo nada, não me importo com mais nada. Ouço tudo, mas é como dizem, entra de um lado, sai pelo outro. Não tenho força emocional para existir, não tenho mente brilhante para me dar bem. Sou uma mera ninguém, que nasceu para sofrer com seus próprios “eu’s”. Eu poderia me jogar do parapeito da janela do prédio mais próximo, pediria licença ao dono da casa, diria que era um bem a mim e a humanidade… Mas não. Nem para acabar com a minha vida eu tenho coragem, prefiro sofrer a cada dia. Prefiro fingir que minha vida está a mil maravilhas, enquanto me sufoco por dentro, cada dia mais. Minha vida é como um círculo, sempre volto para a mesma solidão, depressão, perturbação e agoniação. Talvez eu precise de ajuda.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Talvez eu precise de ajuda.
É um pesadelo, só pode ser um pesadelo. Minha vida está um caos, parece não haver concerto. O mundo me arruinou, não me encaixo em nenhuma rua sem saída, em nenhuma igreja, em nenhum bar, em nenhum concerto, não sou bem vinda, não me dou bem. Preciso de um abrigo, de um amigo. Libertar meus demônios mais maquiavélicos, aqueles apavorantes. Não há ninguém com o poder de derrotá-los? Não há ninguém que possa me ajudar? A luta é constante. O final é sempre o mesmo. Lágrimas, orações, ilusões. Já perdi as contas de quantas vezes já implorei a Deus e seus anjos. Minha fé está diminuindo, e quando se acabar, será meu fim. Onde está minha mãe, a mulher que me deu a vida? Onde está meu pai, o homem que eu imaginava ser o meu herói? Eles estão com seus problemas, eles não me ouvem. Sou em falta de atenção, em falta de orgulho, em falta de afeto. Sou uma alma morta que rondeia os arredores de meu bairro. Não sinto nada, não vejo nada, não me importo com mais nada. Ouço tudo, mas é como dizem, entra de um lado, sai pelo outro. Não tenho força emocional para existir, não tenho mente brilhante para me dar bem. Sou uma mera ninguém, que nasceu para sofrer com seus próprios “eu’s”. Eu poderia me jogar do parapeito da janela do prédio mais próximo, pediria licença ao dono da casa, diria que era um bem a mim e a humanidade… Mas não. Nem para acabar com a minha vida eu tenho coragem, prefiro sofrer a cada dia. Prefiro fingir que minha vida está a mil maravilhas, enquanto me sufoco por dentro, cada dia mais. Minha vida é como um círculo, sempre volto para a mesma solidão, depressão, perturbação e agoniação. Talvez eu precise de ajuda.
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