As vezes amamos tanto e não somos
correspondidas. As vezes somos tão amadas e não conseguimos corresponder a
isso. E de tanto quebrar a cara, eu fui montando, criando uma estrutura de
ferro pra proteger meu coração de todos aqueles que poderiam me fazer sofrer de
novo. É, eu jurava que ela ia funcionar. Mas você chegou, e me fez esquecer de
tudo. Parece mesmo que você tem a chave pra abrir a caixinha do meu coração.
Mas eu não me importo, eu não me importo que você abra, que você destrua aquela
estrutura que eu demorei tanto pra construir, eu não me importo em me entregar
de novo a um grande amor. Eu só preciso ter certeza que é verdadeiro,
que é real, que é intenso o que você - sei lá, pensa, acha que - sente.
Esses dias eu li um texto da Martha Medeiros que dizia:
“Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os
bons e os maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize.
Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo
do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a
volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera
a gente para ser feliz de novo.”
Na hora que li esse texto, não me toquei de certas coisas, mas depois de uns dias caiu o ficha. SERÁ QUE É POR CAUSA DISSO? Será que é por exatamente não ter fechado o meu ciclo, por ter saido na metade da história? E agora? Como é que eu faço pra fechar?
Na hora que li esse texto, não me toquei de certas coisas, mas depois de uns dias caiu o ficha. SERÁ QUE É POR CAUSA DISSO? Será que é por exatamente não ter fechado o meu ciclo, por ter saido na metade da história? E agora? Como é que eu faço pra fechar?
De um jeito ou de outro, eu tenho que
descobrir logo, por quem nem dá pra ficar presa a uma coisa que nunca mais vai
voltar. E eu mereço ser feliz, preciso me libertar.

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