
E eu ando imaginando meu futuro com
você. A gente se casando. Acordando, você me trazendo café da manhã na cama, eu
passando geléia no seu rosto e você me fazendo cócegas. Eu te puxaria e nós
ficaríamos ali mais um pouco, deitados, planejando o nosso dia. Você sentaria
na cama, e mexendo no meu cabelo, você diria: “Você está linda hoje”. Você iria
se arrumar pro trabalho e eu iria continuar na cama, com aquela sua camisa
larga, lendo a tabela de esportes no jornal. Do quarto eu gritaria que o meu time estava na frente do teu no
campeonato, e lá do banheiro, com o cabelo todo bagunçado e a escova de dente
na mão, você iria aparecer na porta do quarto, colocaria língua pra mim e eu
iria rir. Rir muito de você. Rir de nós.
Rir só por estar feliz. Rir por ter você ao meu lado. Já teria dado a sua hora,
e você teria que ir embora. Eu te acompanharia até a porta. Te daria mil
beijos, e quando você cruzasse a porta, eu te puxaria e te abraçaria, mais.
Você andaria uns dois passos, olharia pra trás e quando me visse de cabeça
baixa, você voltaria, me beijaria, me pegaria no colo e iria me girar. Você
diria, baixinho, no meu ouvido : “Calma, a gente vai se ver logo.” E então eu
iria ficar te observando ir. Quando eu te perdesse de vista, iria correr pra me
arrumar, porque já estava mais do que atrasada para o meu trabalho. Na hora do
almoço, a gente se encontraria naquele mesmo restaurante. Que não seria o mais
caro nem o melhor da cidade. Mas que iria ter a melhor lasanha e o melhor
estrogonofe que a gente já teria experimentado na vida. Eu iria fazer o pedido
e você ao olhar a minha cara de indecisa diria pro garçom: “Tem algum prato
especial pro jantar? “Porque do jeito que eu tô vendo, essa lerda não vai
decidir o que quer tão cedo”. Eu iria te olhar, assim, por cima, e iria rir
baixinho de você. Olharia pro garçom, faria o pedido e depois eu mexeria no
celular, com a cara fechada, sem olhar pra você. Você iria pegar na minha mão e
dizer: “Você fica tão linda assim, minha boba”. Eu te chutaria por debaixo da
mesa e com aquela cara de dor, a gente ia rir. E eu faria você prometer que me
pagaria um sorvete depois. Você faria que sim com a cabeça. A gente comeria,
rindo, fazendo graça, tacando coisas um no outro. Todo mundo iria olhar. A
gente se despediria de novo, e voltaríamos para o trabalho. A noite, quando eu
chegasse em casa, pegaria o álbum de fotos – pra passar o tempo, até que você
chegasse – e passando cada foto, eu me lembraria de todos os momentos que
eu passei ao teu lado. Eu deitaria no sofá da sala e pensaria em você, e depois
as minhas bochechas iriam doer, de tanto sorrir. Eu pegaria o nosso cachorro no
colo, e pra ele, eu contaria as nossas mil e uma histórias, tudo que vivemos
juntos. Quando você chegasse em casa, eu estaria fazendo o nosso jantar. Você
iria jogar a sua maleta na mesa, de qualquer jeito e depois me abraçaria por
trás e me daria um beijo. Eu me viraria e sorrindo eu perguntaria como foi o
seu dia. Você com o dedo dentro do molho do macarrão, diria: “Foi normal.
Passei o dia todo pensando em você.” E depois levaria o dedo a boca.
Eu iria bater na sua mão com a colher. Repetindo que você não podia colocar a
mão dentro das panelas enquanto eu preparava alguma coisa. E você iria rir,
irônico e dizer: “Tá bom mamãe… não faço mais”. Você então me puxaria, me
deitaria no chão da sala e iria me beijar, me agarrar, forte,e eu tentaria me
soltar. Reclamaria que o jantar já estava quase pronto, e que iria passar do
ponto. Então eu colocaria pra nós dois. A gente comeria, só nós, aquele
macarrão meio estranho, mas você acharia a melhor coisa do mundo, só por ter
sido eu quem fiz. Eu te obrigaria a me ajudar a lavar a louça, e a gente iria
molhar a cozinha inteira. Fazendo bolhas de sabão, e sem querer, quebrando uns
três pratos. Depois a gente deitaria no sofá. Na tv, iria estar passando um
filme meloso, aquelas histórias de amor clichês. Eu deitaria a minha cabeça no
seu ombro, e choraria nas partes em que o mocinho se declara pra mocinha. Você
daria um sorriso bobo, do tipo “Como ela é boba. Como eu amo essa boba.” E
então você me daria um beijo na testa. Eu iria pegar no sono, e você me lavaria
no colo pra nossa cama. Você me colocaria com todo cuidado na cama, e depois
faria carinho no meu cabelo, repetindo como me ama. Eu fingiria que estava
dormindo, só pra ouvir o que você iria dizer. E então, com um gemido baixo, eu
acordaria, olharia pra você e diria: “O filme já acabou?” E você com todo o
amor do mundo diria: “Sim, pode voltar a dormir meu amor.” Eu te beijaria.
Delicadamente. Te tocaria, os toques mas sensíveis, mas perfeitos do mundo. Eu
iria ser sua aquela noite. E por todos os dias da minha vida. E eu espero, que
todos esses meus planos, possam virar realidade um dia!
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